Steve Best em PANdebate no Porto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Segunda, 03 Setembro 2012 11:09

Steve Best no PortoO próximo PANdebate terá lugar no Porto no próximo dia 21 de Setembro, às 18h30, e contará com a presença do Dr. Steve Best, um dos mais reconhecidos académicos do mundo na temática dos direitos dos animais. O evento realizar-se-á no Centro Hospitalar Veterinário, na Rua Manuel Pinto de Azevedo, nº134, na zona industrial do Porto (veja o mapa aqui).

 

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O tema da sua intervenção será "Everything You Think about Homo sapiens is Wrong: The Decentering/Recentering of Human Identity and the Revolutionary Implications of Cognitive Ethology" ("Tudo o que pensa sobre o Homo sapiens está errado: Descentrar/Recentrar a identidade humana e as implicações revolucionárias da Etologia Cognitiva").

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PAN Faro repudia vacadas em Estoi PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 23 Agosto 2012 13:43

O Conselho Local de Faro do PAN repudia na íntegra as "vacadas" que irão ter lugar na XVI edição da Feira do Cavalo organizado pela Junta de Freguesia de Estoi. A utilização de animais em situações que lhes causem desgaste físico e psicológico desnecessário, para divertimento dos homens, não é de todo aceitável. Mais não se aceita a promoção deste evento por parte da Câmara Municipal de Faro.

Pelo PAN Faro
Marta Correia

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Maria Antonieta Preto apoia o PAN PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 22 Agosto 2012 19:48

A escritora Maria Antonieta Preto fez chegar ao Presidente do PAN, Paulo Borges, as palavras de apoio que reproduzimos abaixo e que muito agradecemos.

 

"O meu apoio ao PAN prende-se com as rupturas visíveis, essenciais e urgentes no espectro partidário e a nível da mentalidade humana. Estamos perante um partido de ética que coloca o outro no centro das preocupações. De que outro falamos?

O antropocentrismo que domina as nossas sociedades veio demonstrar, com as suas consequências devastadoras e mundo ilusório onde assenta, a necessidade urgente de o biocentrismo tomar lugar. O Homem não possui direitos sobre as outras espécies, nem sobre a natureza. Essa legitimação ilegítima encaminhou o mundo para o estado actual.

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Esclarecimento do Conselho Regional do Porto do PAN sobre a tourada realizada em Viana do Castelo no passado Domingo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 21 Agosto 2012 15:38

Viana do Castelo, cidade anti-touradasAos Filiados e Simpatizantes do PAN,

 

O PAN é um Partido Inteiro, pelo bem de Tudo e de Todos, que abraça as causas Animal, Ambiental e Humanitária, sem todavia as considerar suas, pois são de todos nós.

O PAN é o único partido em Portugal que assume frontalmente ser pela total abolição da tauromaquia e mantém-­se coerente com esta posição.

O PAN e outros movimentos e associações abolicionistas, entre os quais a ANIMAL e a Plataforma para a Abolição das Corridas de Touros, com a intenção de delinearem uma estratégia conjunta, estiveram em estreito contacto com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, manifestando-­lhe a intenção de promover uma concentração pacífica em seu apoio e da população vianense na sua decisão de manterem Viana livre de touradas. Foi por indicação do senhor presidente que a referida concentração teve lugar junto ao Jardim da Marina, das 11 às 14h, para que estivéssemos próximos da população vianense e da comunicação social. O PAN e as demais entidades limitaram-­se a seguir as indicações do autarca, conseguindo assim fazer passar a sua mensagem junto dos media, que fizeram uma abundante cobertura do evento, onde também esteve presente o ex-­presidente, Dr. Defensor Moura.

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Comunicado do PAN sobre a tourada marcada para 19 de Agosto em Viana do Castelo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 15 Agosto 2012 11:29

Viana do CasteloO PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza manifesta por este meio a sua total solidariedade com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, pela coragem e determinação de manter a sua decisão de não autorizar a realização de uma tourada nesta cidade, no próximo dia 19.

Como é do conhecimento público, a cidade de Viana do Castelo é, até hoje, o único município português declaradamente anti-touradas, o que não impede o sector tauromáquico de tentar recorrer a todos os meios para contrariar a vontade da sua população, seus costumes e tradições. Estas recentes tentativas por parte da indústria tauromáquica de estender estes espectáculos a regiões estranhas à sua tradição é uma estratégia promocional desesperada, já que as regiões originalmente mais aficionadas demonstram cada vez menos interesse por esta actividade em acentuado declínio, que apenas sobrevive graças a financiamentos públicos que constituem uma vergonha para Portugal, sobretudo no momento particularmente difícil que o país atravessa.

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Dívida Soberana PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 10 Agosto 2012 00:07

por José Sousa

O problema da dívida soberana e das ditas medidas de austeridade tem sido tratado de uma forma frequentemente moralista , ao procurar culpabilizar os estados, desviando a atenção da verdadeira origem da crise. Desde logo se impõem alguns comentários prévios:

– se é verdade que alguma da despesa pública é de duvidosa utilidade, o problema do endividamento público tem raízes que se devem procurar no assalto ao Estado por parte de interesses corporativos e pela especulação financeira;

– a tendência de redução de impostos verificada nas últimas décadas para os escalões de rendimentos mais altos e para as empresas, quer pela redução de taxas quer pela evasão fiscal facilitada pela proliferação de paraísos fiscais, privou os estados de receitas substanciais, contribuindo também para o grande crescimento das desigualdades na distribuição do rendimento;

– a promoção do comércio livre, em particular com a China, serviu também para fragilizar o poder negocial dos sindicatos e reduzir a parte do rendimento nacional atribuída ao trabalho. A abundância de recursos para o investimento que adveio daquela distribuição crescentemente desequilibrada entre capital e trabalho e a necessidade de crescimento inerente ao sistema económico capitalista fomentaram o sobreinvestimento e as bolhas: a das dot.com, a bolha imobiliária, etc.;

– a desregulação do sistema financeiro a partir dos anos 80 permitiu a expansão do crédito como sucedâneo do salário para manter a economia em crescimento.

É portanto hipócrita o posicionamento moralista sobre a dívida.

 

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Movimento pela alteração do estatuto jurídico do animal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 09 Agosto 2012 16:03

Paulo Borges, Presidente do PAN, lançou hoje um movimento no Portal do Governo pela alteração do estatuto jurídico do animal em Portugal. Para que possamos levar esta importantíssima questão ao Primeiro-Ministro, pedimos que vote no movimento e o divulgue o mais possível!

Eis como fazê-lo:

 

1. Registe-se em portugal.gov.pt.

2. Confirme o registo no seu email.

3. Faça login.

4. Aceda à página do movimento.

5. Clique "apoiar" em baixo.

6. Passe palavra!

 
Valor intrínseco e economia: Da percepção da crise à crise da percepção PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 03 Agosto 2012 11:49

Orlando Figueiredo - Vogal da DN


A crise tem sido um dos temas da ordem do dia nos anos mais recentes. Saber que o seu desenvolvimento se deu num contexto em que os governos e os estados-nação perdem poder face aos interesses unilaterais e ditatoriais dos mercados conduz-nos ao questionamento da origem da crise. Se a reflexão sobre as soluções para sair da crise económica é pertinente e inadiável, a compreensão do que está na sua origem poderá ser um forte impulso no desenho dessas soluções.

Contudo, para compreender as origens da crise teremos de discutir a mundividência que está subjacente às sociedades globalizadas onde esta se instala e desenvolve. Esta forma particular de olhar o mundo tem as suas raízes na modernidade europeia e acentua-se com o surgimento e o desenvolvimento da Revolução Industrial. Associada às visões mecanicistas da ciência suportadas pela física newtoniana e pelo racionalismo cartesiano, a modernidade olha o mundo como um mecanismo onde é possível, conhecendo os valores das variáveis do estado inicial, prever estados futuros concretos e objectivos. A única incerteza que daqui advém deve-se à falta de rigor dos instrumentos de medida, nunca a comportamentos inesperados do sistema ou à impossibilidade de os modelos teóricos contemplarem todas as variáveis em jogo. Os modelos teóricos são tidos como uma leitura objectiva e inequívoca do real.

A adicionar a este universo mecânico surge a interpretação enviesada das teorias evolucionistas propostas por Charles Darwin no século XIX. A ideia de sobrevivência do mais apto acaba por se transformar na sobrevivência do mais forte e institucionaliza a competição como forma de organização social. No paradigma competitivo desenvolve-se uma ideia bélica do mundo onde, não existindo outras alternativas, é preferível comer a ser comido. A competitividade assume formas múltiplas no contexto da organização social e, no século XIX, torna-se o sustento do sistema capitalista que assola o sistema económico global. A competitividade começa na escola, onde os alunos são encorajados a competir pelas melhores notas para conseguirem lugares nas melhores universidades, que lhes fornecerão as melhores ferramentas para serem mais competitivos e conseguirem sucesso no desempenho das suas funções profissionais; a centralidade é sempre colocada no indivíduo e as ferramentas de que ele se apropria ao longo da sua vida académica destinam-se a torná-lo mais forte na competição com os seus pares, tornando a sociedade onde se insere mais forte que as restantes sociedades e culturas. O isomorfismo de ideias entre a organização do mundo não-humano e do mundo humano é bem evidente. No mundo não-humano o senso comum vê apenas o leão que persegue a gazela, os abutres que disputam o melhor pedaço da carcaça ou o macho mais forte a conseguir copular com um maior número de fêmeas e a deixar os seus genes a um maior número de descendentes que os seus rivais. Talvez a ideia isomórfica que mais contaminou o senso comum seja a da “selva urbana” ou “selva de betão”, que confere um significado de ambiente hostil e competitivo às comunidades urbanas e usa o termo “selva” em analogia com o ambiente da selva original
O paradigma competitivo, em que as sociedades globalizadas operam, vê o mundo não-humano como um local imperfeito, pouco eficiente, que é preciso arranjar e gerir de forma a melhorar a sua eficiência, do ponto de vista humano; a tecnociência é o instrumento que permite tal correcção. A metáfora da batalha e da luta faz-se sentir um pouco em todas as áreas dos saberes e manifestações sociais. Se olharmos para a medicina, por exemplo, a doença é vista como um mal a combater, um inimigo que põe em causa os nossos interesses. Não estou a colocar em causa a necessidade de tratamento e cura em caso de doença; o que questiono é a perspectiva bélica subjacente ao conceito de doença. Noutros contextos culturais, menos colonizados pela perspectiva da ciência moderna, em particular nas mundividências orientais tradicionais, a doença não é vista como um mal a combater, mas como uma desarmonia de um corpo que necessita de reencontrar o equilíbrio.

 

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