PAN exige o fim de gaseamento de suínos em Portugal

Lisboa, 08 de Junho de 2015 – O PAN exige que o Ministério da Agricultura encontre rapidamente uma solução para colocar um ponto final ao cruel método de abate dos suínos em Portugal, que recorre ao dióxido de carbono para gasear estes animais para consumo humano. Segundo o partido, esta inércia por parte do Governo vai contra uma diretriz emanada pela Comissão Europeia que encarregou os países de fazer investigação de métodos alternativos para o abate destes animais com o mínimo de sofrimento possível.

“Todo este processo denota o total desprezo pelo bem-estar do animal, estando completamente a ser negligenciado pela indústria Agropecuária e pela tutela. Esta é uma questão de decisão governamental ética e urgente!”, defende André Silva, porta-voz do PAN - Pessoas-Animais-Natureza.

Segundo o PAN e decorrente de vários estudos, entre eles da organização alemã Eyes on Animals, quando gaseamos estes mamíferos altamente inteligentes e sensíveis com CO2 os mesmos sofrem cerca de 60 segundos de stress e irritação terminando em completo pânico causado pela hiperventilação tal como pela sensação de queimadura por inalação de dióxido de carbono. A crueldade destes métodos para com milhões de seres sencientes em matadouros nacionais não se coaduna com uma nova ética civilizacional apoiada pelo PAN.

"Face a esta realidade, a posição do PAN é a de que embora existam alternativas mais saudáveis e éticas ao consumo de produtos animais, o estado deve garantir todas as condições para que os suínos, e todos outros animais destinados a alimentação humana, sofram o mínimo possível, tanto no processo de crescimento, como na sua morte."

Apesar da realidade existente em Portugal, com o uso continuado do Co2 nos matadouros, e de estar em vigor a regulamentação mencionada anteriormente, a Comissão Europeia encarregou os países de fazer investigação de métodos alternativos de forma a acabar, no curto prazo, com o sofrimento destes animais.

Diretriz que em Portugal está longe de ser cumprida, uma vez que o gabinete do Secretario de Estado da Agricultura alega que essa investigação é da competência da Comissão Europeia e que esta entidade não se pode simplesmente demitir dela. Motivo pelo qual, o PAN sabe que não está neste momento a decorrer qualquer investigação para encontrar métodos alternativos ao uso do Dióxido de Carbono, nem tão pouco se prevê que esse estudo venha a acontecer.