PAN apela à Câmara de Ovar que opte pela construção de Pombais Contracetivos em detrimento do abate


No seguimento das recentes notícias que dão conta que a Câmara Municipal de Ovar teria contratado uma empresa para proceder à captura e eliminação de pombos, o PAN – Pessoas – Animais – Natureza reuniu, no passado dia 8 de Fevereiro, com o Médico Veterinário Municipal, Dr. Manuel Guerra, com o objetivo de apresentar uma medida alternativa de controlo da população destas aves no concelho.

Cientes da dualidade de perspetiva dos cidadãos de Ovar em relação aos pombos que habitam no concelho - considerados uma praga por uns e acarinhados por outros – os Comissários Regionais do PAN presentes nesta reunião, sugeriram a construção de Pombais Contracetivos como forma ética e sustentável de conter o número de espécimes no concelho, bem como de promover um bom relacionamento entre os ovarenses e estes animais.

A medida, adotada há várias décadas por diversas cidades europeias tais como Aachen, Colónia, Paris, Cannes, Amsterdão, Basileia, entre outras, visa a construção de estruturas simples (pombais) por pontos estratégicos da cidade onde os pombos possam alimentar-se, pernoitar e nidificar permitindo assim uma gestão dos ovos produzidos de forma a reduzir-se o número de nascimentos e, consequentemente, estabilizar-se a população.

Na mesma reunião, foi ainda veiculado que a implementação destas estruturas traz também vantagens no que concerne ao saneamento da espécie, uma vez que os pombos passam a ser alimentados nos pombais, deixando de ter necessidade de se alimentarem de restos de comida em sacos do lixo e outros locais. Com estas estruturas colocadas na cidade, evitam-se ainda as nidificações indesejáveis em telhados e parapeitos e circunscrevem-se os dejetos às áreas envolventes dos pombais.

O PAN espera ver Ovar como modelo pioneiro numa medida que acredita que será implementada, num futuro próximo, nos vários municípios do país que se deparam com a problemática da sobrepopulação de pombos, uma vez que vai ao encontro das expectativas dos portugueses que são, cada vez mais, sensíveis a questões relacionadas com o bem-estar animal, não aceitando o extermínio como solução.

17.02.2017