O Pessoas – Animais – Natureza conseguiu hoje a aprovação de várias iniciativas em áreas críticas como a proteção animal em situações de emergência, o reforço dos cuidados paliativos pediátricos e a melhoria da transição para os serviços de saúde de adultos.
As medidas representam um avanço significativo em matérias de bem-estar animal, saúde e inclusão.
Proteção animal reforçada em situações de emergência
O PAN viu aprovada uma iniciativa que recomenda ao Governo a adoção de medidas urgentes de proteção e bem-estar animal em situações de emergência e catástrofe, garantindo apoio às associações zoófilas, cuidadores informais e centros de recolha oficial de animais.
Segundo a Porta-Voz do partido, estas associações ficam frequentemente excluídas dos mecanismos extraordinários de apoio ativados pelo Estado em cenários de calamidade.
“As associações zoófilas tendem a ficar frequentemente excluídas dos mecanismos extraordinários de apoio ativados pelo Estado em situações de calamidade, ao contrário do que sucede com outros setores igualmente afetados. A aprovação desta proposta vem trazer um balão de oxigénio às associações afetadas”, afirmou Inês de Sousa Real.
A iniciativa surge numa altura em que fenómenos meteorológicos extremos têm aumentado em frequência e intensidade em Portugal.
Mais prevenção e informação em caso de catástrofe
Foi também aprovada uma proposta que recomenda o reforço das políticas públicas de sensibilização e informação da população para os riscos associados a tempestades e outros fenómenos extremos.
O PAN defende a promoção de campanhas regulares de informação sobre comportamentos de autoproteção antes, durante e após episódios de tempestade, reforçando a cultura de prevenção e resiliência.
Reforço urgente dos Cuidados Paliativos Pediátricos
Na área da saúde, o partido conseguiu igualmente luz verde para o reforço dos cuidados paliativos pediátricos, sublinhando a necessidade de alargar a rede, garantir cobertura nacional e assegurar acompanhamento digno às crianças e às suas famílias.
“Sabemos que quase metade dos utentes referenciados para internamento em cuidados paliativos morreu à espera de vaga. Quando falamos de cuidados paliativos pediátricos, a situação é ainda mais preocupante. Regiões como o Alentejo e o Algarve continuam sem equipas especializadas. O apoio domiciliário é insuficiente. Faltam profissionais, falta formação, faltam recursos”, alertou Inês de Sousa Real.
Transição para os 18 anos deixa de ser rutura abrupta
Outra iniciativa aprovada visa pôr fim à transição abrupta dos jovens, aos 18 anos, dos serviços pediátricos para os serviços de adultos.
Atualmente, esta mudança pode significar a perda do modelo de cuidados adaptado à realidade do jovem, bem como limitações ao acompanhamento familiar durante o internamento.
O partido propõe que esta transição seja gradual, preparada e adaptada às necessidades médicas e psicossociais de cada jovem, evitando ruturas no acompanhamento clínico.
Foi ainda aprovada por unanimidade a alteração do Dia Nacional das Acessibilidades, uma proposta apresentada pelo PAN que visa reforçar o compromisso com a inclusão e a eliminação de barreiras físicas e sociais.
nota: foto gentilmente cedida por Pexels – Lemniscate L
